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Por que mudar exige esforço? Ou a metáfora do câmbio automático

Você não precisa saber dirigir para entender que existem diferenças significativas entre um carro automático e um manual, certo? E que a troca de um tipo de carro para outro exige um processo de adaptação do motorista devido à mudança do câmbio.

 

Mas, caso você não saiba bem qual a diferença, vou te explicar de forma bem simples: no carro manual existem três pedais - um para acelerar, outro para frear e a embreagem. No câmbio temos as marchas que precisam ser trocadas de acordo com a velocidade que andamos. O pedal da embreagem é o mais importante, uma vez que este é o responsável por possibilitar a troca de marchas - e se você não fizer a mudança do jeito correto, o carro apaga. Já no carro automático, a embreagem não existe. Temos somente dois pedais: acelerar e frear. O câmbio, apesar de possuir marchas, não precisam ser trocadas e nele você dará os comandos ao carro de andar (“drive”), parar ou dar ré.

 

É uma diferença e tanto, não é mesmo? Mas o que isto tem a ver com mudanças na vida, em um sentido filosófico e psicológico?

 

Com frequência quando decidimos mudar algo em nossa vida, precisamos nos focar nesta mudança por algum tempo. Mudanças conscientes raramente acontecem sem esforço. Precisamos reconhecer o que queremos mudar, construir formas de fazer/ser diferente e então nos arriscar neste processo de mudança. Durante este processo, porém, acontecerão momentos em que cairemos no antigo hábito e acabaremos fazendo aquilo que não queremos mais fazer. Como na troca de câmbio de um carro. Se antes eu dirigia um carro manual, quando trocar para o automático, meu pé esquerdo provavelmente vai pisar em uma embreagem que não existe até que eu consiga me habituar com aquela nova maneira de dirigir. E não tem problema. Eu vou desistir do carro automático e voltar a usar o manual só porque no início é diferente? Não. Seguirei dirigindo o carro até que o diferente se torne comum.

 

E é isto que acontece com as mudanças. Muitas vezes desistimos delas no meio do caminho, porque nos vemos voltando a antigos hábitos.

 

Por exemplo, muitas vezes quando iniciamos uma dieta alimentar desistimos dela depois daquele dia em que deslizamos e comemos algo que era restrito. Porque desistimos invés de voltar para a dieta? É como desistir do carro automático por causa da ausência de embreagem! A força do hábito anterior faz com que deixemos de acreditar em nosso potencial de mudança e acabamos generalizando uma situação que foi específica. Depois de 15 dias de dieta, você deslizou em um. E tá bem, foi só um. Tira o pé desta embreagem inexistente e segue dirigindo.

 

E esta metáfora serve para qualquer mudança. Desde a mais simples - como a troca do câmbio de seu carro - até as mais complexas que envolvem relacionamentos e mudanças de pensamentos e comportamentos enraizados em nossa mente. O fato é que mudar é possível. E dificilmente uma mudança significativa ocorrerá sem persistência.

 

 

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